quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PAPA LUTA CONTRA TRUMP E CATOLICOS TRADICIONAIS EM USA

OS SINAIS do FIM DOS TEMPOS acontecerão AGORA !

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estudo revela que, de 162 países, apenas 11 não estão em guerra no mundo hoje

  


Nos últimos tempos, ler o jornal se tornou uma experiência entristecedora e revoltante. Só tem desgraça: bombardeios em Gaza, conflitos com separatistas na Ucrânia, o brutal avanço do Estado Islâmico no Iraque e na Síria... Às vezes parece que o mundo inteiro está em guerra.Mas o pior é que, de acordo com especialistas, isso é verdade.
Para ficar ainda mais complicado: desde 2007, o mundo está ano a ano cada vez menos pacífico.
 Ah, mas a Inglaterra não está em guerra. Nem a Alemanha"... Que nada. Apesar de não haver nenhuma guerra em curso dentro do país, os ingleses se envolveram conflitos como o do Afeganistão.
O critério básico para ranquear os países é o envolvimento em "incompatibilidades concernentes ao governo ou ao território, em que o uso de força armada entre duas partes - quando ao menos uma delas seja o governo de um Estado - resulte em ao menos 25 mortes relacionadas a confrontos por ano".
A boa notícia é que, assim como a Suíça, o Japão e o Chile, o Brasil não está, segundo o IEP, envolvido em nenhum tipo de conflito. Apenas seis países no mundo fazem parte desse seleto grupo.
É lógico que, quando observamos outros indicadores como a criminalidade, a população carcerária e a facilidade de acesso a armas, o Brasil cai muito na colocação geral. Se observarmos o ranking de paz global, ficamos em 91º - na metade de baixo da lista cujos extremos são a Islândia (1º) e a Síria (162º).
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=163093443856525262#editor/target=post;postID=630694800771814084
Os países mais pacíficos do mundi, segundo o Global Peace Index 2014
http://www.independent.co.uk/news/world/politics/world-peace-these-are-the-only-11-countries-in-the-world-that-are-actually-free-from-conflict-9669623.html

terça-feira, 28 de maio de 2013

VOCÊ SABIA!

Você sabia que todo presidiário com filhos tem uma bolsa para sustentar a família, dado pelo INSS, pois o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos pois está preso?

Chama-se "Auxílio-reclusão" e, pasmem... quem for preso a partir de 01/01/2010, receberá R$ 798,30 (SETECENTOS E NOVENTA E OITO REAIS E TRINTA CENTAVOS) mas, quanto está o salário mínimo mesmo, para aqueles que trabalham honestamente????

O valor do auxílio-reclusão corresponde ao equivalente a 100% do salário-de-benefício
PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
A partir de 1º/2/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009
O salário-de-benefício corresponde à média dos 80% maiores salários-de-contribuição do período contributivo, a contar de julho de 1994.

Para o segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o mesmo não contribuiu facultativamente.
É real!!!! Se você quiser tire a dúvida neste "site" :
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22
Pergunta que não quer calar 1:
Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso recebem uma bolsa para seu sustento?
Pergunta que não quer calar 2:
Já viu algum defensor dos Direitos Humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?
Pergunta que não quer calar 3:
Quem foi mesmo o candidato que mereceu o seu voto? Não lembra...? Lamentável.
É por isso que a criminalidade não diminui, mate, assalte, roube seja injusto com a sociedade. Pelo visto é muito mais vantajoso pois, você terá dinheiro preso ou não...
Garanta já a sua Bolsa - Bandido...!

Vem dizer que o INSS não tem dinheiro para pagar o reajuste justo aos aposentados...!!!!
Sabe quem está financiando esta regalia do Bolsa Bandido ? Nós, com os impostos e contribuições!
Penso o quanto o Voto de Um Brasileiro Honesto não vale nada.
Pensar que temos que pagar Planos de Saúde Caríssimos para ter Hospital, pagar escolas caríssimas para nossos filhos estudarem?
Que vergonha de ser Brasileiro.
Médica e estudante de pós-graduação em Direito Previdenciário. Nas horas vagas escreve algumas notas sobre saúde, cinema e abobrinhas no Blog Salada Médica.
Programa Bolsa Marginal
Sábado, 12/Dezembro/2009

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Em tempos de Internet as informações multiplicam-se em progressão geométrica e pela repetição ‘transformam-se’ miraculosamente em verdade. Quanto mais distorcida para tornar-se fantástico-bombástica uma informação está, mais sucesso faz e rapidamente chega à caixa postal de quase todo usuário da Internet no país. A seqüência natural deste tipo de informação é ser imortalizada na forma de posts por inúmeros Blogs que supostamente estariam colaborando com a socialização da ‘notícia’. Os desmentidos, por outro lado e infelizmente, não são repassados com a mesma voracidade com a qual a mentira se espalha.
Utilizando os termos Bolsa Marginal entre aspas, o Google retorna quase 4000 ocorrências, e até onde tive paciência de checar, tratam-se de mera repetição de uma informação falsa que mesmo oferecendo um link esclarecedor, foi suficientemente convincente para prejudicar a capacidade do leitor interpretar algo que de fato é bastante claro.
O Brasil sofre de um problema bastante sério, que é a falta de educação previdenciária. Este SPAM que circula na web há pouco tempo mas que certamente vai ressuscitar por anos nas nossas caixas postais, é apenas um exemplo do desconhecimento do que é a Previdência Social no nosso país e do seu papel como distribuidora de renda.
A Previdência Social é uma seguradora. Só para lembrar como uma seguradora funciona, um exemplo bem rasteiro: se uma pessoa tem um carro e paga o seguro deste carro e se envolve em um acidente, não é o fato dela ser isso ou aquilo que lhe tira o direito de receber o que faz jus por ter contribuído com a empresa que contrata.
Vamos entender um pouco mais sobre este benefício partindo das premissas da ‘notícia’.
A mensagem intitulada ‘Bolsa Marginal’ tem o seguinte enunciado:
Programa Bolsa-Marginal ?
Você sabia que todo presidiário com filhos tem uma
bolsa para sustentar a família, dado pelo INSS, pois o
coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos pois
está preso?
Chama-se “Auxílio-reclusão” e, pasmem… quem foi preso a
partir de 01/12/2009, recebe R$ 752,12 (quanto está o
salário mínimo mesmo, para aqueles que trabalham
honestamente????)
A mensagem já começa com as premissas erradas. Não são todos os presidiários que beneficiam suas famílias. Aqueles que poderão gerar o benefício para seus dependentes são homens e mulheres trabalhadores e segurados da Previdência, que por motivos que não nos cabem julgar, foram penalizados com a privação de sua liberdade. Eles pagaram por este direito na forma de contribuição ao Regime Geral da Previdência Social, forma esta proporcional aos seus salários quando estavam em atividade laborativa. O montante que eles contribuiram custeia também o auxílio-doença de outra pessoa e a aposentadoria de outra, por exemplo. Enquanto algumas pessoas contribuem a vida inteira para se aposentar aos 65 anos, outras contribuem poucos meses e se aposentam por invalidez. Quem paga a conta? Todos nós, inclusive os segurados que um dia foram presos e os que um dia irão ser presos. Isto se chama solidariedade e caracteriza este regime de previdência.
Segundo a outra premissa, também mentirosa, a família beneficiada receberia R$ 752, 12 a partir de 01/12/2009. Não é isso. Este é o atual teto do valor sobre o qual o segurado, quando em atividade e antes de ser encarcerado, contribuia com a Previdência. O que a família do apenado vai receber dependerá do quanto ele ou ela contribuiu no decorrer de sua vida. O benefício é calculado usando os 80% maiores salários de contribuição, e o valor equivale a 100% desta média. É o mesmo que qualquer pessoa com contribuição similar que se aposente por invalidez receberia.
O segurado que poderá beneficiar a sua família caso seja preso é justamente o segurado mais pobre, é aquele que recebe até o valor citado acima quando está em atividade. Se uma pessoa pobre já é socialmente vulnerável, imagine se esta pessoa pobre é filha de um marginal. Qual será o futuro dela se não tiver o que comer?
E por que só o trabalhador mais pobre tem este direito? Provavelmente porque quem tem um salário maior é menos vulnerável a cair nas armadilhas do crime. Apesar de ser uma seguradora, a Previdência também é um cobertor social.
Não importa se o indivíduo roubou uma galinha, foi preso injustamente ou praticou um crime hediondo, se ele cumpriu os requisitos para proteger a sua família, a família terá o direito garantido e isto é justo. Quem deve cumprir a pena é o indivíduo infrator, se o Direito Penal não admite amaldiçoar a família do ”pecador”, muito menos o Direito Previdenciário faria isto.
A família só terá direito ao auxílio-reclusão se o indivíduo em reclusão estava contribuindo com a Previdência Social ou se encontrava no período que chamamos de ‘manutenção de qualidade de segurado’, um prazo no qual mesmo a pessoa sem pagar permanece com direito a requerer benefícios (este período é em média 12 meses, mas pode ser esticado em algumas situações).
Portanto, se vocês receberem este SPAM, já saberão do que se trata.

SABIA!! 

sábado, 27 de abril de 2013


Série: Homens de Deus que fizeram História. IX Pr. Jonh Harper




Pr. JOHN HARPER: O ÚLTIMO HERÓI DO TITANIC

   Enquanto as águas escuras e geladas do Atlântico enchiam lentamente o convés do Titanic, John Harper gritava: "Deixem as mulheres, crianças e descrentes subirem nos barcos salva-vidas." Harper tirou seu salva-vidas - a última esperança de sobrevivência - e o entregou a outro homem. Depois que o navio desapareceu sob a água escura, deixando Harper se debatendo nas águas geladas, ouviram-no incentivando os que estavam à sua volta a confiar em Jesus Cristo.

Era a noite de 14 de abril de 1912. uma noite de heróis, e John Harper foi um deles. Apesar das águas que o tragavam serem extremamente frias e do mar à sua volta estar escuro, John Harper deixou este mundo numa resplandecente glória.

Os atos de coragem de Harper foram espontâneos. Ele não tinha motivo para imaginar que o Titanic afundaria, nem tempo para escrever um roteiro. Uma revista comercial, The Shipbuilder, descreveu o Titanic como "praticamente insubmergível". No dia 31 de maio de 1911, um empregado da Companhia de Construção Naval White Star disse: "Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio". O Titanic representava toda a segurança, elegância e confiança da era vitoriana-edwardiana. A Associated Press era entusiasta do navio, declarando: "Tudo que a riqueza e a habilidade modernas podiam produzir estava incorporado no Titanic, o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento.., com acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros, ele foi construído com o mesmo cuidado dedicado aos melhores cronômetros". A ostentação e o tamanho recorde do Titanic impressionaram a era dourada da construção naval. Seus motores de 50.000 HP que produziam a velocidade de 24 nós por hora eram protegidos por dezesseis compartimentos estanques. Cada um era protegido por estruturas de aço. Na época do seu lançamento, o Titanic era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. Depois de fazer as duas primeiras paradas para passageiros e correio em Cherbourg e Queenstown, Irlanda, os passageiros se sentiram ainda mais seguros. Harper escreveu numa carta para seu amigo Charles Livingstone antes de atracar em Queenstown, dizendo: "Até agora a viagem é tudo que se pode desejar."
Às 11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando seis compartimentos estanques. O mar se infiltrou. A maioria dos passageiros não acreditava que o Titanic afundaria até que a tripulação começou a lançar foguetes de sinalização para o alto. Charles Pellegrino disse: "A água brilhou por todos os lados. Barcos salva-vidas podiam ser vistos nela... Naquele enorme facho de luz artificial, as mentes também foram iluminadas. Todos entenderam a mensagem dos foguetes por si próprios". Depois dos foguetes, ninguém precisava ser convencido a entrar nos barcos salva-vidas. De repente, quando a água alcançou a metade da ponte de comando, um estrondo que parecia um milhão de pratos quebrando, cortou a noite. Enquanto a popa do Titanic subia alto no céu para se preparar para seu mergulho ao fundo do mar, um barulho terrível como uma explosão abalou o ar da noite. Passageiros davam-se as mãos e se jogavam na água. Às 2:20 da manhã o Titanic começou sua descida lenta para o fundo do mar, deixando uma nuvem emergente de fumaça e vapor acima do seu túmulo. Nas águas geladas do Atlântico Norte, na calada da noite, o navio mais famoso do mundo terminou sua primeira e última viagem, mas alcançou uma mística náutica que só perde para a da arca de Noé. Tudo aconteceu tão rápido, que Harper só pôde reagir. Sua reação deixou um exemplo histórico de coragem e de fé. "Os heróis da humanidade", disse A. P Stanley, "são como as montanhas, como os planaltos do mundo moral". John Harper foi um desses heróis.

A Parte Mais Difícil do Seu Heroismo

Nunca é fácil assumir tais ações heróicas, e para John Harper foi excepcionalmente difícil. Sua filha pequena, Nana, estava viajando com ele. Quatro anos antes, a mãe dela adoeceu e morreu. Agora, Harper sabia, Nana ficaria órfã aos seis anos de idade.

Quando o alarme indicou o fim do Titanic, Harper imediatamente entregou Nana a um capitão do convés com ordens para colocá-la num barco salva-vidas. Então ele saiu para socorrer os outros. Nana foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.

Certa vez, depois de Harper escapar por pouco de se afogar aos 26 anos, ele disse: "O medo da morte não me preocupou em momento algum. Eu acreditava que a morte súbita seria glória súbita, mas havia uma menininha sem mãe em Glasgow". Agora, essa menininha ficaria sem mãe e sem pai. Com certeza essa foi a parte mais difícil para Harper.

O Herói em Contraste

O heroismo altruísta desse escocês é acentuado pela conduta contrastante de muitos colegas passageiros nessa viagem mortal. Enquanto Harper entregava seu colete salva-vidas, um banqueiro americano conseguiu colocar um cachorro de estimação num barco salva-vidas, deixando 1.522 pessoas sem ajuda. Não havia um espírito de "afundar com o navio". Dos 712 salvos, 189 eram, inclusive, homens da tripulação. O coronel John Jacob Astor tentou escapar com sua mulher num barco salva-vidas e foi detido pelo segundo-oficial Charles Lightoller. Astor era o homem mais rico do mundo, mas isso foi insuficiente para forçar a sua entrada num simples barquinho salva-vidas. Daniel Buckley se disfarçou de mulher na tentativa de conseguir um lugar no barco. Os passageiros da primeira classe, no primeiro barco salva-vidas a ser baixado, se recusaram a voltar e recolher pessoas que estavam se afogando, apesar de haver espaço para muitos outros serem salvos. A Sra. Rosa Abbott, a única mulher a afundar com o navio e sobreviver, disse que um homem tentou subir nas suas costas forçando-a para baixo da água e quase afogando-a.

O Sr. Bruce Ismay, um dos donos do Titanic, diretor administrativo da Companhia White Star e o responsável por não haver barcos salva-vidas [suficientes] a bordo, tornou-se o marinheiro mais infame desde o Capitão Bligh. Ele subiu num barco salva-vidas enquanto centenas de mulheres permaneceram no navio condenado. O Capitão Smith ordenou a seus homens: "Façam o melhor que puderem para as mulheres e crianças, e cada um cuide de si". Ao mesmo tempo, John Harper mandava os homens fazerem o que podiam para as mulheres e crianças e cuidarem dos outros.
Uma Ambição Inabalável

Quando o monstruoso iceberg partiu as ambições dos outros em pedaços, Harper demonstrou sua ambição inabalável que nem a morte podia afetar. Ele declarou Jesus Cristo como a esperança do homem até o fim, ao contrário de outros que foram forçados a encarar a insensatez de suas ambições. Um certo Sr. Hoffman raptou seus filhos, Lolo e Momon, que ficaram conhecidos como as ‘‘crianças abandonadas do Titanic". Seu único desejo fora tirar suas crianças de perto da mãe. Mas, diante da morte, ele as colocou num barco salva-vidas, certificando-se de que elas voltariam para a mãe delas em Nice, França. John Phillips, um tripulante presunçoso, mandou o navio The Ca/ifornian "calar a boca" depois que este enviou pelo rádio o sexto aviso de icebergs no trajeto do Titanic. Ao encarar a morte, sua presunção desapareceu e ele clamou: "Deus me perdoe... Deus me perdoe". O pai de Michel e Edrnond Navratil levou seus dois meninos a bordo do Titanic numa viagem sem volta para a América a fim de escapar para sempre da esposa, que ele tinha pego tendo um caso com um oficial de cavalaria italiano. Abandonando sua ambição, Navratil colocou seus meninos num barco salva-vidas. Suas últimas palavras foram: "Digam à sua mãe que serei sempre dela".


O projetista do Titanic passou os momentos finais da sua vida no salão de fumar, observando um painel na parede que dizia: "O Novo Mundo Por Vir". Seu colete salva-vidas foi deixado de lado, demonstrando o fim do que fora um belo sonho por parte dele, dos donos do navio e do público.

A Sra. Isador Straus, cujo marido era dono da Loja de Departamentos Macy’s, não entrou num barco salva-vidas. Ela disse ao seu marido: "Onde você for, eu vou"; ajudou sua criada a entrar no barco número oito e colocou seu casaco de pele nos seus ombros, dizendo-lhe: "Mantenha-se aquecida. Eu não vou precisar dele".

Benjamin Guggenheim e seu criado Victo Giglio apareceram no convés em trajes de gala como dois comediantes orgulhosos, dizendo: "Nos vestimos com o melhor e estamos preparados para afundar como cavalheiros".

Jogadores de cartas trapaceiros, que viajavam com identidades falsas e tinham roubado $30.000 dos passageiros, pararam com suas trapaças. O instrutor T. W McCawley, que estava ensinando pessoas a montar em cavalos e camelos mecânicos, interrompeu suas aulas. O fascínio das camas luxuosas, lareiras, banhos turcos com câmaras refrigeradas douradas e da primeira piscina construída num transatlântico terminou. Passageiros no salão da primeira classe cessaram as suas festas e desfilaram no convés com coletes salva-vidas sobre os trajes de gala. As reuniões de negócios pararam. O falatório das socialites cessou. Mas, com o seu último suspiro, John Harper, sem desanimar, continuou o trabalho da sua vida: convencer homens a "crer no Senhor Jesus Cristo".

Harper Conhecia Bem os Terrores do Afogamento

A coragem de Harper não vinha da ignorância. Provavelmente ninguém no Titanic conhecia tão bem os terrores do afogamento como John Harper. Aos dois anos de idade ele caiu num poço e foi ressuscitado a tempo por sua mãe. Aos vinte e seis anos, Harper foi levado a alto mar por um correnteza e sobreviveu por pouco. Aos trinta e dois anos ele encarou a morte num navio com vazamento no Mediterrâneo. Talvez essa fosse a maneira de Deus testar esse servo para a sua missão de último aviso no Titanic

Harper já sabia o que centenas de pessoas descobriram naquela noite trágica - afogamento é uma morte terrível. Will Murdoch, o primeiro-oficial do Titanic, foi incapaz de enfrentar uma morte lenta na água e se matou com um tiro quando a ponte de comando afundou. Muitos dos 1.522 homens, mulheres e crianças abandonados a bordo gritaram até ficar num silêncio terrível. Em contraste, um John Harper confiante encarou a morte com segurança absoluta de que Jesus derrotou a morte e deu-lhe a dádiva da vida eterna. Essa segurança ultrapassou os terrores do afogamento.


A Paixão de Toda a Sua Vida

O heroismo de Harper não foi apenas um momento glorioso de uma vida sem atos heróicos. Ele amou, chorou, orou e trabalhou pelos outros durante toda a sua vida. Harper recuperou alcoólatras, jogadores, e brigões. Como pastor, às vezes, passava a noite inteira na sua igreja orando pelas suas centenas de membros individualmente. Harper trabalhava dia e noite, nos lares e nas ruas, indicando uma vida melhor para os desamparados. Ele trabalhava sem cessar entre os pobres, procurando ajudá-los.

A labuta fatigante de Harper era realizada apesar de sua má saúde. No verão de 1905, a enfermidade o incapacitou por seis meses, acabou com sua saúde e roubou sua bela e ressonante voz. Seu corpo nunca mais foi o mesmo, restando apenas um esqueleto do homem que fora. A pele pálida, o corpo frágil e as enfermidades constantes de Harper eram as marcas de alguém que se recusava a parar para descansar. Porém, apesar da má saúde e do corpo cansado, Harper era sagaz e alegre. Esse servo dedicado era conhecido por ser "glorificado na sua fraqueza". Na noite anterior ao naufrágio do Titanic, enquanto os outros jogavam e descansavam, John Harper foi visto no convés do navio tentando com todo zelo levar um rapaz a crer em Cristo.

Harper Teve uma Oportunidade de Escapar do Titanic

Os atos heróicos de John Harper no Titanic assumem uma dimensão maior quando se considera sua oportunidade de ter evitado o desventurado navio. A principio estava marcado que Harper iria no navio Lusitania para pregar na Igreja Memorial Moody em Chicago. Ao invés disso, ele se levantou e informou aos homens da Missão Seaman’s Center em Glasgow que os planos foram mudados e ele partiria no Titanic para a igreja Memorial Moody de Chicago. Em 1911, ele havia tido as melhores conferências desde os dias do grande D. L. Moody, e a igreja o convidou novamente para três meses de reuniões.


O Sr. Robert English levantou-se numa reunião no Seaman’s Center e suplicou que Harper não viajasse para Chicago. English disse a Harper que estava orando e teve um pressentimento de que aconteceria um desastre se ele fizesse essa viagem. Ele se ofereceu para pagar a passagem se Harper adiasse a sua viagem. Vários outros testemunharam o fato de que English insistiu com Harper, inclusive Willie Burns, que estava presente na reunião em Glasgow, e as duas netas de English, Mary Whitelaw e Georgina Smith, ambas membros da Igreja Memorial Harper.

As palavras de English foram muito semelhantes às palavras ditas ao apóstolo Paulo por um profeta chamado Ágabo 1.900 anos antes. Ágabo atou suas mãos e seus pés, dizendo: "Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios". A recusa de Harper de voltar atrás foi muito parecida com a reação de Paulo: "Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus"(Atos 21.10-13). Ambos, Paulo e Harper, tinham um senso de propósito divino com relação às suas viagens, e ambos estavam dispostos a morrer para realizar esse propósito.

As advertências proféticas dadas a esses dois homens de Deus indicam que o Senhor aprovou seu sacrifício. A advertência de Ágabo deu um senso de propósito divino a Paulo quando ele viajou a Jerusalém onde pregaria o Evangelho, seria preso e condenado à morte. A advertência do Sr. English deu a Harper o mesmo senso de propósito divino quando ele se tornou a testemunha final num navio da morte.

No Final só Havia Duas Classes de Passageiros

Depois que o Titanic afundou, o escritório da White Star em Liverpool, Inglaterra, colocou um grande painel de cada lado da entrada principal. Em um deles escreveram com letras grandes: "Identificados como Salvos", e no outro: "Identificados como Desaparecidos". Quando a viagem do Titanic começou havia três classes de passageiros. Mas, quando ela terminou o número foi reduzido a duas — os que foram "salvos" pelos barcos salva-vidas e os que ficaram "perdidos" nas águas profundas.

Parentes e amigos dos passageiros do navio esperavam do lado de fora do escritório da White Star. Quando notícias sobre um passageiro chegavam, seu nome era escrito num pedaço de papelão. Então um empregado levava o nome até o portão. De frente para a multidão ele levantava o papelão; a multidão ficava num silêncio mortal. Todos observavam ansiosamente para ver em qual dos painéis o nome seria colocado.

John Harper mergulhou na morte com desprendimento total, sabendo que estaria entre os passageiros perdidos. Mas ele tinha certeza absoluta de que seu nome estaria na lista dos "salvos" diante do trono de Deus. Lorde Mercer expressou assim a atitude de Harper com relação à morte: "Numa única noite, entre o anoitecer e o amanhecer, durante algumas poucas horas de inconsciência de muitos que dormiam tranqüilamente, partiram desta terra centenas de vidas, algumas ricas em promessas e futuros aparentemente felizes, levando com elas todas as esperanças de outras pessoas. Mas a constância e a coragem cristãs, a renúncia absoluta e o heroísrno inabalável com que tantos encararam seu fim, nos ajudam a perceber que a morte não é o fim de todas as coisas e que esta vida é apenas a entrada para a vida verdadeira, que ela é apenas o portal da eternidade".

O Último Convertido de John Harper

Duas horas e quarenta minutos depois do Titanic colidir com o iceberg, ele afundou nas águas geladas. Centenas se ajuntaram em barcos e botes salva-vidas, e outros se agarraram a pedaços de madeira esperando sobreviver até que chegasse socorro. Durante cinqüenta minutos horríveis os gritos de socorro encheram a noite. Eva Hart disse: "O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever para você. E ninguém mais pode. É um som horrível. E há um silêncio terrível que o segue". O sobrevivente coronel Archibald Gracie chamou isso de "a cena mais lastimável e horrível de todas. Os gritos comoventes dos que estavam à nossa volta ainda soam nos meus ouvidos, e eu me lembrarei deles para o resto da minha vida".

Durante aqueles 50 minutos, um homem agarrado a uma tábua chegou perto de John Harper. Harper, que estava se debatendo na água, gritou: "Você é salvo?" A resposta foi: "Não". Harper gritou as palavras da Biblia:

"Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo". Antes de responder, o homem sumiu na escuridão.

Mais tarde, a correnteza os aproximou novamente. Mais uma vez Harper, que estava morrendo, gritou a pergunta: "Você é salvo?" Mais uma vez ele recebeu a resposta: "Não". Harper repetiu as palavras de Atos 16.31: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo".

Harper, que estava se afogando, soltou, então, as mãos do objeto em que se segurava na água gelada e desceu para seu túmulo no oceano. O homem que ele tentou evangelizar confiou em Jesus Cristo. Mais tarde ele foi socorrido pelos barcos salva-vidas do navio S.S. Carpathia. Em Hamilton, Ontario, este sobrevivente testemunhou que foi o "último convertido" de John Harper.

O último convertido de Harper foi alcançado pelas últimas palavras de Harper: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo".

Houve muitos heróis no Titanic, mas ajudando os outros enquanto se afogava, John Harper foi o último. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

PARA TODOS OS FILHOS. EU AMO MINHA MÃE

                                           Carta de uma mãe para sua filha.




“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, eu peço a você para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se quando conversarmos, eu repetir
a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando... você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir.

Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho?

Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lidar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.

E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.

Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”

♥ Compartilhe, Comente ..... Marque sua Mãe.. Se for Mãe se marque.





SÃO TEXTO QUE VENHO PESQUISANDO SOBRE NOÉ, E A MALDIÇÃO SEU FILHO CAM,


A Nudez de Noé e a Maldição de Canaã (Gênesis 9:18 – 10:32)

From the Series:
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Introdução

A ordem de Deus para destruir os Cananeus tem incomodado igualmente crentes e não crentes:
Porém, das cidades destas nações que o Senhor, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o Senhor, teu Deus, destruí-las-á totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, para que não vos ensinem a fazer segundo todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, pois pecaríeis contra o Senhor, vosso Deus. (Dt. 20:16-18)
Ainda que a matança dos Cananeus seja sempre um assunto que nos causará apreensão, Gênesis capítulo 9 nos dá uma compreensão maior do problema.
Você deve entender que esta ordem foi muito mais difícil para os antigos Israelitas do que para nós hoje. Se Deus não tivesse endurecido o coração dos Cananeus para que se recusassem a fazer tratados com Israel (Josué 11:20), Israel provavelmente não teria procurado obedecer tão agressivamente a ordem do Senhor para destruí-los.
Podemos falhar ao avaliar a situação que Israel encarava quando se preparavam para possuir a terra dos Cananeus: eles tinham pouco ou nenhum contato com esses povos pagãos. Os Israelitas teriam achado muito difícil compreender as razões para serem totalmente sem misericórdia com seus inimigos, os Cananeus. Gênesis capítulo 9 coloca o assunto na perspectiva certa. Ele explica a origem das nações com as quais Israel, de algum modo, deveria se relacionar ao longo da história. Em particular, este relato explica a depravação moral dos Cananeus que torna necessária sua exterminação.
Gênesis 9 é crucial também por outras razões. É uma passagem que tem sido muito empregada para justificar a escravidão e, em particular, a subjugação pecaminosa dos povos negros ao longo dos séculos. Dizem que a maldição de Cam está sendo simplesmente cumprida à medida em que os negros vivem para servir a outras raças, particularmente aos brancos. Como veremos, através de uma cuidadosa consideração de nosso texto, esta interpretação não pode ser sustentada.

A Maldição de Canaã
(9:18-29)

Os versos que estamos considerando devem ser entendidos no contexto da seção em que nos encontramos. Gênesis 9:18 começa uma nova divisão que continua até o capítulo 11, verso 10. Moisés escreveu sobre o repovoamento da terra através dos filhos de Noé. Gênesis 9:20-27 explica o desdobramento da raça humana em três divisões por suas dimensões espirituais. Enquanto os Cananeus estão sob a maldição de Deus, Sem será a linhagem através da qual virá o Messias e Jafé encontrará bênção na união com a linhagem de Sem (e o descendente final, o Messias).
Cronologicamente, o capítulo 10 deveria se seguir à confusão de Babel (11:1-9). Esses versos no capítulo 11 explicam as razões para a dispersão das nações. O capítulo 10 descreve os resultados dessa dispersão. Mas o capítulo 10 é dado primeiro para permitir que a ênfase recaia sobre a narrativa da linhagem piedosa até Abrão.
Depois do dilúvio, Noé começou a lavrar a terra ao plantar uma vinha. O resultado de seu esforço foi o fruto da videira, vinho. Apesar da primeira menção de vinho não ser sem uma conotação negativa, não devemos concluir que, devido a este abuso, a Bíblia consistentemente ou sem qualquer exceção, condene seu uso (cf. Dt. 24:24-26, I Tm. 5:23).
Muitos ficam incomodados ante a deplorável condição de Noé, o homem que antes do dilúvio foi descrito como um “homem justo e íntegro entre seus contemporâneos” (6:9). Alguns sugerem que a fermentação talvez não tenha ocorrido senão depois do dilúvio, e que Noé estava simplesmente sofrendo o resultado inconseqüente de seus esforços inventivos.
Ainda que não devamos procurar desculpar Noé, precisamos reconhecer que Moisés não enfatizou a culpa de Noé, mas, sim, o pecado de Cam. Alguns sugerem vários tipos de males que tiveram lugar na tenda de Noé. Enquanto a linguagem empregada pode deixar espaço para certos pecados sexuais (cf. Lv. 18), pessoalmente não encontro nenhuma razão para presumir qualquer má conduta por parte de Noé, além da indiscreta bebedeira e sua conseqüente nudez. Talvez a melhor descrição para a conduta e condição de Noé seja a palavra “impróprio”.
Fico impressionado com a maneira pela qual Moisés se refere a este incidente, com um mínimo de detalhes e descrição. Ter escrito qualquer coisa a mais teria sido perpetuar o pecado de Cam. Holywood teria nos levado para dentro da tenda de Noé numa ampla tela em Technicolor. Moisés nos deixa de fora junto com Sem e Jafé.
Parece que Cam e seus dois irmãos foram alertados sobre a condição de Noé a fim de que todos os três ficassem do lado de fora da tenda: “Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos.” (Gênesis 9:22).
Enquanto Sem e Jafé se recusaram a entrar, Cam não teve reservas para entrar na tenda. Qualquer que tenha sido a falta de Noé, ele estava dentro de sua própria tenda, em privacidade (9:21). Essa era a maneira que Sem e Jafé queriam. Cam entrou, violando o princípio da privacidade; no entanto, não ajudou seu pai, mas se divertiu às suas custas.
Cam nada fez para preservar a dignidade de seu pai. Ele não cuidou para que Noé fosse devidamente coberto. Em vez disso foi para fora descrever vividamente a seus irmãos o desatino cometido pelo pai. Parece-me também que Cam talvez tenha encorajado Sem e Jafé a entrar na tenda e ver por si mesmos.100
A capa que Sem e Jafé usaram para não ver seu pai parece meio radical numa sociedade sexualmente permissiva. Por outro lado, nossas televisões nos têm dessensibilizado para a nudez ou grosseria. Não há nada que não seja anunciado, mesmo produtos que já foram considerados muito pessoais.
Colocando “a” roupa, com a qual Noé deve ter sido vestido, sobre seus ombros, eles entraram de costas na tenda. Sem olhar para seu pai, eles o cobriram e deixaram a tenda.
De manhã, quando Noé acordasse de sua bebedeira, saberia o que tinha acontecido. Não sabemos o que ele aprendeu com isso. Talvez estivesse consciente o suficiente para relembrar os acontecimentos da noite anterior. Uma coisa é certa - Sem e Jafé nada disseram a Noé, ou a qualquer outro. Desconfio que a estória foi bem divulgada ao redor do acampamento na manhã seguinte, e provavelmente, devido a Cam. Se Cam não hesitou em contar a seus irmãos, por que hesitaria em contar a todos?
Sem levar em consideração a fonte de informação de Noé, sua resposta teve amplas implicações. Canaã, o filho mais novo de Cam, foi amaldiçoado. Ele deveria ser o mais inferior de todos os servos101 de seus irmãos. Enquanto alguns entendem que “irmãos” do verso 25 se refira a seus companheiros, creio que se refere especificamente aos irmãos terrenos de Canaã, os outros filhos de Cam. Nesse sentido, a maldição de Canaã é intensificada nestes três versos. No verso 25, Canaã será subserviente a seus irmãos; nos versos 26 e 27, aos irmãos de seu pai, Sem e Jafé.
Visto dessa maneira, é impossível ver qualquer implicação desta passagem para a subjugação dos povos negros da terra. Cam não foi amaldiçoado nesta passagem, mas Canaã. Canaã não foi o pai dos povos negros, mas dos cananeus que viveram na Palestina e que ameaçavam os Israelitas.
No verso 26, não é Sem quem é abençoado, mas seu Deus: “Bendito seja o Senhor, Deus de Sem, e Canaã lhe seja servo.” (Gênesis 9:26)
Por isso, a linhagem piedosa devia ser preservada através de Sem. Foi dito que o Messias viria de sua descendência. A bênção não veio de Sem, mas através de Sem. A bênção flui de seu relacionamento com Yahweh, o Deus da aliança de Israel. E a servidão de Canaã é uma das evidências dessa bênção.
O Senhor fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. O Senhor determinará que a bênção esteja no teu celeiro em tudo que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o Senhor, teu Deus. O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos. (Dt. 28:7-9)
Da mesma forma que a bênção de Sem consiste em seu relacionamento com Yahweh, Jafé será abençoado em seu relacionamento com Sem.
Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo. (Gênesis 9:27)
Acredita-se que o nome “Jafé” signifique “engrandecer” ou “aumentar”102. Através de jogo de palavras, Noé abençoa Jafé ao usar seu próprio nome.103 A bênção de Jafé será encontrada em seu relacionamento com Sem e não independentemente. Esta promessa é afirmada mais especificamente no capítulo 12, verso 3: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
Deus prometeu abençoar a Abrão, e as outras nações nele. Todos que abençoassem Abrão experimentariam as bênçãos de Deus, enquanto aqueles que o amaldiçoassem seriam amaldiçoados. Outra vez, Canaã será sujeitado todas as vezes em que Jafé estiver unido com Sem.
Há uma clara correspondência entre as atividades de Cam, Sem e Jafé e as bênçãos e maldições que os seguiram. Sem e Jafé honraram a Deus quando agiram juntos para preservar a honra de seu pai. Cam desonrou tanto a seu pai quanto a Deus ao saborear a humilhação de Noé. Assim Cam foi amaldiçoado e Sem e Jafé foram abençoados numa unidade cooperativa.
A questão que deve surgir da maldição de Canaã é: Por que Deus amaldiçoou a Canaã pelo pecado de Cam? Além disso, por que Deus amaldiçoou os Cananeus, uma nação, pelo pecado de um único homem?
A explicação que parece responder melhor a estas questões é que as palavras de Noé não trazem somente bênção e maldição, mas profecia. Ainda que seja verdade que os pecados dos pais visitam os filhos, isto é só “até a terceira e quarta geração” (Êxodo 20:5). Se este princípio fosse aplicado, todos os filhos de Cam deveriam ter sido amaldiçoados.
Pela revelação profética, Noé previu que as falhas morais evidenciadas por Cam seriam mais amplamente manifestadas em Canaã e em sua descendência. Percebendo isso, vemos que a maldição de Deus recai sobre os Cananeus por causa da pecaminosidade prevista por Noé.104 A ênfase então recai sobre o fato de que os Cananeus seriam amaldiçoados por causa de seu pecado, não devido ao pecado de Cam. Acho que isto explica porque Canaã é amaldiçoado e não Cam, ou o restante de seus filhos.
As palavras de Noé, então, contêm uma profecia. Canaã refletirá mais amplamente as falhas morais de seu pai, Cam. E os Cananeus manifestarão estas mesmas tendências em sua sociedade. Por causa da pecaminosidade dos Cananeus prevista por Noé, a maldição de Deus é expressada. O caráter daqueles três indivíduos e seus destinos serão refletidos associadamente nas nações que deles emergirem.

O Rol das Nações
(10:1-32)

Muito trabalho já foi realizado sobre este capítulo, mas restringiremos nossos esforços aos pontos principais. Como já mencionamos, a confusão de Babel precede cronologicamente este capítulo.
A ordem em que Moisés tratou dos três filhos de Noé reflete sua ênfase e propósito. Jafé é tratado primeiro porque é o menos importante ao tema que está sendo desenvolvido. Cam é o próximo a ser discutido por causa da parte importante que os Cananeus tiveram na história de Israel. Sem é mencionado por último porque é o personagem principal do capítulo. Ele é aquele através do qual virá o descendente da mulher. A linhagem piedosa será preservada através de Sem.
O rol das nações indica uma seletividade que também serve ao propósito do relato. Somente aquelas nações que são descritas desempenharão um papel chave no desenvolvimento nacional de Israel na terra de Canaã.
Em geral, a identidade dos descendentes dos 3 filhos de Noé é conhecida. De Jafé vêm os indo-europeus, dos quais os mais conhecidos seriam os gregos. Mesmo a história secular helênica vê Iapetos como seu antepassado.105 Leupold nos diz:
... os descendentes de Jafé são vistos espalhados por uma área bem definida desde a Espanha até a Media e em linha reta de leste a oeste.106
A maioria de nós seria da linhagem de Jafé.
Cam foi o antepassado daqueles que construíram grandes cidades e impérios, incluindo a Babilônia, Assíria, Nínive e Egito. Pute, provavelmente, foi o pai dos povos negros. De Canaã vem aquelas nações que em geral são conhecidas como os cananeus:
Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus, e os hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus. (Gn. 10:15-18, cf. Dt. 20:17)
Seu território foi aquele próximo a Israel:
E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. (Gn. 10:19)
Sem é o antepassado dos semitas. Precisamos ter cuidado em não confundir esta designação com os povos que falam as línguas semíticas. As línguas semíticas incluem tanto os povos de Sem como os de Cam.107Ross estabelece os descendentes de Sem como “... famílias que se expandiram desde a Ásia Menor até as montanhas ao norte da região do Tigre, ao U Sumeriano, ao Golfo Pérsico e finalmente até o Norte da Índia.”108
O descendente de Sem mais proeminente é Éber, o pai de Pelegue (10:25), antepassado de Abrão (cf. 11:14-26).
O propósito do capítulo 10 é bem sintetizado por Cassuto. Era:
(a) mostrar que a Providência Divina é refletida na distribuição das nações sobre a face da terra, da mesma forma que nos outros atos da criação e da administração do mundo; (b) determinar o relacionamento entre o povo de Israel e os outros povos; c) ensinar a unidade da humanidade pós-diluviana, a qual, como a raça humana antediluviana, era inteiramente descendente de um único par de seres humanos.109

Conclusão

Gênesis capítulos 9 e 10 foram vitais à nação de Israel uma vez que anteciparam a ocupação da terra prometida de Canaã. A maldição de Canaã explicou a origem da depravação moral dos Cananeus de seus dias. Mais do que qualquer outro povo, sua depravação sexual é comprovada pelas descobertas arqueológicas. Albright escreveu:
As comparações dos objetos de culto e textos mitológicos dos cananeus com os dos egípcios e mesopotâmios levam a uma única conclusão: que a religião cananita era muito mais centrada em sexo e suas manifestações. Em nenhum outro país foram encontradas tantas figuras de deusas da fertilidade nuas, algumas distintamente obscenas. Em nenhum outro lugar o culto às serpentes aparece com tanta força. As duas deusas Astarte e Anate são chamadas de “as grandes deusas que concebem, mas não dão à luz.110
Além disso, para explicar a razão para o extermínio dos cananeus, Gênesis 10 ajuda a identificá-los:
Ora os cananeus são relacionados, pois Moisés sabia que seriam muitas as associações de Israel com esses povos (cf. 15:16), e também Israel devia saber claramente quem era cananeu e quem não era, por causa de seu dever de expulsá-los da terra de Canaã (Dt. 20:17 e paralelos).111
Infelizmente, devemos perceber que Israel falhou em aplicar completamente o ensino desta passagem. Eles não destruíram totalmente os cananeus e por vezes se casaram com eles, para seu próprio prejuízo.
Há uma grande lição para nós nesta porção das Escrituras:
Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. (I Co. 10:6-12).
Tenho penado sobre esta passagem porque, de certa forma, ela parecia não ter grande impacto sobre a minha vida. De repente ocorreu-me que a questão é justamente a história da nudez de Noé para os homens de hoje.
Temos muita dificuldade em ficar grandemente impressionados pelo fato de Noé jazer nu e bêbado em sua tenda. Afinal, alguns diriam: seu pecado feriu alguém? Sua nudez não ocorreu na privacidade da sua tenda? Ficamos mais surpresos com as medidas “extremas” tomadas por Sem e Jafé do que pela nudez de Noé, não?
Por isso, os estudiosos tentam encontrar um pecado mais chocante que tenha sido cometido dentro da tenda. Alguns sugerem que Cam presenciou a intimidade sexual de seu pai com sua mãe. Outros pensam que Cam praticou um ato homossexual com seu pai semi-inconsciente. Mas nada disso é dito pelo texto.
Nosso grande problema hoje é que quase não temos mais nenhum senso de identificação com as atitudes ou atos dos dois filhos piedosos de Noé, Sem e Jafé. Não sentimos vergonha, nem ficamos chocados com a notícia de Noé em sua tenda. E a razão é o verdadeiro choque da passagem: fazemos parte de uma sociedade que não se envergonha e não se choca diante da indecência moral e sexual. Virtualmente toda espécie de intimidade sexual é retratada nos filmes e nas telas da TV.
Mesmo condutas anormais e pervertidas se tornaram rotineiras para nós. Sem nenhum senso de decência as coisas mais íntimas e particulares são anunciadas diante de nós e de nossas crianças.
Você percebe qual é o problema? Não nos preocupamos com a nudez de Noé porque descemos tanto no caminho da decadência que dificilmente hesitaríamos diante do que aconteceu nesta passagem. Ora, meu amigo, se a condenação de Deus recaiu sobre os atos de Cam e daqueles que andaram em seus caminhos, o que dizer de mim e de você? Que Deus nos perdoe por estar além do ponto do choque e da vergonha. Que Deus nos livre dos pecados dos cananeus. Que Deus nos ensine o valor da pureza moral e a sermos cruéis com o pecado. Que nós possamos nos recusar a deixá-lo viver entre nós, como Israel foi ensinado neste texto.
Há também um outro nível de aplicação. A maioria de nós tende a pensar em piedade em termos dos pecados que cometemos ou evitamos. Este relato nos informa que um dos testes do caráter cristão é a nossa reação aos pecados dos outros. Cam, aparentemente, se divertiu com o pecado de Noé, em vez de ficar abalado por ele. Não é isso o que acontece em nossas salas de estar diante dos aparelhos de TV? Não vemos nenhum horror no pecado, mas humor.
Como iremos reagir aos pecadores hoje? Iremos matá-los como Israel matou os cananeus? O Novo Testamento nos dá claras instruções sobre esse assunto:
E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. (Ef. 5:11-12)
Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. (Gl. 6:1)
Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. (I Pe. 4:8)
... salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne. (Jd. 23)
Diferentemente de Cam, devemos aplicar o princípio da privacidade que Paulo reiterou em Efésios 5:12. Alguns pecados não devem ser escrutinados. Não devemos explorá-los, e nem compartilhar o que sabemos com os outros. Este princípio, creio, foi seguido por Moisés pelo modo como ele registrou, brevemente e sem detalhes ou enfeites descritivos, o pecado de Noé e suas conseqüências. Muito é dito das conseqüências, mas pouco das circunstâncias. Vamos aprender com isso.
Repare que nesta passagem de Efésios somos ensinados a revelar as obras infrutíferas das trevas (4:11). Isto não deve ser feito por explorar o pecado ou por viver nas trevas, mas por viver como luzes, brilhando num mundo de escuridão.
... até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo o vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. (Ef. 4:13-14)
O pecado é revelado pela justiça, não por falar das obras do mal.
Em Gálatas 6:1 somos ensinados a restaurar aquele que caiu em pecado. Aqui Paulo enfatizou a atitude madura daquele que se encarregaria desta obrigação. A pessoa deve ser habilitada com um espírito de brandura, alguém que também seja cônscio de sua própria fraqueza nessa mesma área.
Pedro nos ensinou que o pecado é melhor tratado quando é conhecido pelo menor número de pessoas. Amor não cobre pecados do jeito que vimos em Watergate. Aquilo foi um encobrimento. Procuraram manter as ações ilegais longe do escrutínio público. A cobertura sobre a qual Pedro escreveu é aquela que se esforça por manter o pecado na menor proporção possível, para que outros não sejam tentados ou atrapalhados pelo conhecimento dele.
Finalmente, Judas nos relembra do ódio que devemos ter pelo pecado e o desejo de santidade para permanecermos puros para a glória de Deus. Não devemos odiar o pecador, mas o pecado. Não devemos nos afastar daquele que caiu, mas arrebatá-lo do fogo.
Concluindo, encontro nestes versos 3 homens - Sem, Cam e Jafé, retratos dos homens na história da relação de Deus com os homens. Em Gênesis capítulo 12 encontramos a linhagem através da qual virá o Salvador sendo narrada da descendência de Abraão. Os homens serão abençoados ou amaldiçoados pela sua resposta a ele. (Gênesis 12:1-3)
No Calvário encontramos evidenciada a síntese do pecado do homem. Sem estava presente nos líderes religiosos judaicos que queriam o Messias morto e fora do caminho. Jafé estava presente nos Romanos que se uniram aos judeus para crucificar o Senhor da glória. E Cam estava presente em Simão Cirineu que servilmente carregou a cruz de Jesus (cf. Lucas 23:26).
Temos uma escolha a fazer, pois podemos experimentar as bênçãos de Jafé ou a maldição de Canaã. A descendência justa culminou com a chegada do Messias, o descendente da mulher (Gênesis 3:15), o descendente de Sem (Gênesis 9:26) e de Abraão (12:2-3). Em Cristo, pela fé e submissão a Ele como provisão de Deus para perdão e justificação aos pecadores, podemos experimentar a bênção de Jafé. Pelo desprezo e rejeição de Cristo - ao persistir em nossos pecados, ficamos debaixo da maldição de Canaã por toda a eternidade.
Possa Deus capacitá-lo a encontrar salvação e bênção em Jesus Cristo.

100 Alguns acusam Cam de praticar ato homossexual com Noé, enquanto este estava no torpor da bebedeira. Nosso texto diz que Cam “viu a nudez de seu pai” (verso 22). Ainda que a expressão “descobrir a nudez de outrem” possa ser um eufemismo para relações sexuais (cf. Lv. 18:6 e ss), esta não é a linguagem empregada em nosso texto. Além do mais, há em nossa passagem, um contraste entre Cam, que viu a nudez de Noé, e sem e Jafé, que não viram (Gn. 9:23). A descrição de como eles voltaram suas faces para não ver a condição de Noé, implica fortemente em que ver, ou não ver, era a essência da situação. A sugestão de que Cam viu Noé e sua mãe no meio de uma relação sexual tem o mesmo ponto fraco.
101 A expressão “servo dos servos” (verso 25) é similar às expressões “Senhor dos senhores” e “Rei dos reis”. É uma maneira enfática de expressar soberania ou servidão extremas.
102 “Tanto estudiosos antigos quanto modernos explicam esta palavra com sentido de “engrandecer”, baseados em seu uso aramaico... e esta parece ser a interpretação correta.” U. Cassuto, Comentário do Livro de Gênesis(Jerusalém: The Magnes Press, 1964), II, pp. 168-169.
103 Sem significa “nome” e é muito provável que seja um jogo de palavras também.
104 Esta é a conclusão de Leupold, que escreve “Mas, e quanto à justiça do desenrolar da história? Do nosso ponto de vista a maioria dos problemas já foi esclarecida. Entendemos “maldito é Canaã”, não “seja” (A. V.); e “ele será servo dos servos”, não no sentido optativo de “talvez ele seja”. O traço perverso revelado por Cam nesta história, foi, sem dúvida, visto por Noé como uma marca mais distinta em Canaã, o filho. O povo de Canaã revelará essa marca muito mais do que qualquer outro povo da terra. Predizer não envolve nenhuma injustiça. O filho não é punido pela iniquidade do pai. Sua própria desafortunada depravação moral, que ele revela e retém, é predita.” H. C. Leupold, Exposição de Gênesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, p. 350.
105 “O primeiro ancestral desses povos foi Helena, que foi descendente de Prometeu, cujo pai foi um titã, Iapetos (Jafé).” Allen Ross, O Rol das Nações (dissertação de doutorado não publicada: Seminário Teológico de Dallas), 1976, p. 365, citando Neiman, “Data e circunstâncias da maldição de Canaã”, p. 126.
106 Leupold, Gênesis, I, p. 362.
107 Para uma análise mais detalhada, cf. Ross, pp. 371 e seguintes.
108 Ross, p. 375
109 Cassuto, II, p. 175
110 Willian F. Albright, “ Recentes Descobertas nas Terras da Bíblia”, Young´s Analytical Concordance to the Bible, 20th ed., p. 29, como citado por Louis B. Hamada, Implicações proféticas da maldição de Noé sobre Canaã (tese não publicada: Seminário Teológico de Dallas, 1978), p. 24.
111 Leupold, Gênesis, I, p. 372.